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Amolgadela sem pintura: quando dá para tirar e quando não dá

Há amolgadelas que saem sem lixa, sem massa e sem tinta, e o carro fica com a pintura de fábrica. Outras não. A diferença percebe-se depressa.

Uma porta amolgada no parque do Rio Sul ou um toque de carrinho de compras não tem de ir obrigatoriamente à pintura. Existe uma técnica chamada PDR, do inglês paintless dent repair, a que por cá se chama desamolgar sem pintura. O metal volta à forma original e a tinta de fábrica fica onde estava.

Não serve para tudo, e convém saber quando serve antes de pedir orçamento.

Como se faz

A chapa trabalha-se por dentro. Desmonta-se o que for preciso para chegar às costas da amolgadela, como o forro da porta, um farolim ou o forro do tejadilho, e com varetas de ponta arredondada empurra-se o metal aos poucos, com centenas de pequenos toques, até a superfície voltar a ficar lisa. Para ver o progresso usa-se uma lâmpada ou um painel com riscas que se refletem na pintura. Enquanto as riscas aparecem tortas, ainda há amolgadela.

Quando não há acesso por trás, puxa-se por fora. Cola-se uma ventosa ou um pino na zona amolgada com uma cola quente própria, puxa-se com uma ferramenta de tração e no fim a cola sai sem deixar marca.

Não leva massa, primário nem tinta. Daí ser mais rápido, e daí só funcionar em certos casos.

Quando dá

As amolgadelas de estacionamento nas portas e nos guarda-lamas traseiros são o caso típico. O granizo também: um tejadilho com dezenas de mossas pequenas é exatamente o trabalho para que esta técnica foi pensada.

Quando não dá

Porque vale a pena perguntar

Se o seu caso der para PDR, o carro mantém a pintura original, e isso conta mais do que parece. Quem compra um usado com cuidado passa um medidor de espessura pela carroçaria, e uma porta repintada aparece logo com mais camadas do que as outras. Uma porta desamolgada sem pintura não acusa nada.

Também deixa de haver diferença de cor para gerir, nem verniz novo ao lado de verniz com anos. A peça fica igual ao resto porque continua a ser o resto.

Como saber se é o seu caso

Pelas fotos já se percebe bastante. Tire uma de lado, rente à chapa, para se ver a profundidade, e outra de perto à zona da pancada, para se ver se a tinta estalou. Com isso dizemos-lhe se vale a pena contar com PDR ou se é melhor ir direto à reparação com pintura. A confirmação faz-se ao ver o carro, porque há fissuras finas que só aparecem com a luz certa.

Se der para tirar sem pintar, é essa a solução que lhe propomos. Se não der, explicamos porquê e o que a alternativa implica. O valor, num caso e noutro, é sob consulta depois de vermos o carro.

Tem uma amolgadela com a tinta inteira? Envie-nos duas fotos, uma de lado e outra de perto, pelo formulário ou por mensagem para o 919 060 257. A recolha faz-se em Amora, Corroios, Fernão Ferro, Paio Pires ou onde o carro estiver no Seixal. Mais detalhes na página de bate-chapa e pintura.

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