A maior parte das motas que nos chegam já apanhou o mesmo tratamento: mangueira de pressão apontada a tudo, champô de carro e um pano por cima. Funciona à primeira vista e vai criando estragos que só aparecem meses depois.
Onde a água à pressão nunca deve ir
Numa mota há sítios onde um jato forte empurra água para dentro e a deixa lá: rolamentos de direção, rolamentos das rodas, corrente e cassete, ligações elétricas, painel de instrumentos, saída de escape e filtro de ar. A água entra, a massa lubrificante sai, e o que fica é corrosão a trabalhar por dentro sem ninguém ver.
Trabalhamos com pouca pressão e muito produto a atuar. Leva mais tempo do que dar uma mangueirada, mas é a diferença entre limpar uma mota e ir gastando-a de lavagem em lavagem.
A corrente é um trabalho à parte
Lubrificante velho misturado com pó da estrada forma uma pasta escura que se agarra à corrente, à coroa e ao braço oscilante. Sai com desengordurante próprio e escova, nunca com produto agressivo que ataque os vedantes dos elos. Depois de limpa e seca, a corrente é lubrificada outra vez, porque uma corrente limpa e sem lubrificação dura menos do que uma corrente suja.
Cada material da mota pede coisa diferente
Uma mota junta mais materiais à vista do que um carro inteiro. Carenagens pintadas, plásticos não pintados, alumínio polido ou escovado, cromados, aço, borrachas e o assento em pele sintética. Cada um leva o seu produto:
- Carenagens: lavagem sem contacto abrasivo e, se estiverem com riscos finos, correção como se fosse pintura de carro
- Alumínio e cromados: limpeza específica e polimento, que é onde a mota ganha aquele aspeto de nova
- Motor e escape: desengorduramento controlado, com as zonas sensíveis protegidas
- Assento: limpeza e proteção da pele sintética, que racha ao sol se ninguém lhe tocar
- Insetos na frente: amolecidos e retirados, nunca esfregados, porque são ácidos e marcam a pintura e o vidro da frente
Proteção, e porque compensa mais numa mota do que num carro
Uma mota apanha tudo de frente e não tem chapa a proteger metade das peças. Uma camada de proteção nas carenagens faz com que os insetos e o alcatrão deixem de agarrar, e a lavagem seguinte passa a ser um quarto do trabalho. Nas peças metálicas, um tratamento anticorrosivo depois da limpeza é o que evita aquela picadura branca no alumínio que já não sai.
Motas que ficam paradas no inverno
Se guarda a mota de novembro a março, o pior que pode fazer é arrumá-la suja. Sal da estrada, humidade e restos de inseto ficam meses a trabalhar contra o metal, e em março a mota sai da garagem pior do que entrou. Uma limpeza a fundo com proteção aplicada antes de arrumar é das coisas que mais rende num veículo destes.
Ao domicílio, como sempre
Vamos ter consigo, à garagem ou ao sítio onde a mota está. Ligue 919 060 257 ou peça orçamento aqui em baixo, e diga o modelo e há quanto tempo não leva uma limpeza a sério.
Perguntas frequentes
Podem lavar a mota sem a molhar a sério?
Podemos, e em motas com muita eletrónica à vista é o que fazemos. Trabalha-se com produto e panos em vez de água corrente, e o resultado é o mesmo sem risco nenhum.
Limpam e lubrificam a corrente?
Sim, é parte do serviço. Desengordurar, escovar, secar e voltar a lubrificar. Uma corrente limpa mas sem lubrificação gasta-se mais depressa do que uma suja.
A minha mota tem carenagens riscadas. Dá para corrigir?
Riscos finos no verniz corrigem-se com polimento, tal como num carro. Riscos que passaram o verniz já são caso de pintura.
Fazem scooters e motas pequenas?
Fazemos, e o processo é o mesmo. Muda o tempo e por isso o valor.
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