Fazemos detalhe de embarcações no Seixal e na Margem Sul: barcos de recreio, semirrígidos e motas de água. É trabalho de superfície, de estofos e de proteção.
Gelcoat não é tinta
O casco de um barco de fibra é revestido a gelcoat, uma resina com pigmento. Ao contrário do verniz de um carro, o gelcoat é poroso e vai perdendo o brilho de forma característica: fica baço, esbranquiçado, e ao passar a mão deixa um pó branco nos dedos. É a chamada oxidação, e quem tem barco conhece-a bem.
Um gelcoat nesse estado não se recupera com champô. Recupera-se por abrasão controlada, com compostos de corte que removem a camada morta e devolvem a cor viva por baixo. É trabalhoso e é dos serviços em que a diferença antes e depois é mais espetacular. A seguir tem de ser selado, porque um gelcoat acabado de recuperar está aberto e volta a oxidar mais depressa do que estava.
A linha de água e as escorrências
A faixa castanha ou amarelada que se forma ao nível da água é a marca registada de qualquer barco. É contaminação da água, e sai com produto próprio em vez de esfregar até tirar gelcoat com ela.
Depois há as escorrências cor de ferrugem que descem a partir dos ferrolhos, balaustradas e parafusos de inox. Esse aço solta partículas que se depositam no casco e oxidam, e o resultado é uma lágrima castanha por baixo de cada peça metálica. Trata-se com descontaminação, a mesma lógica que usamos numa pintura de carro.
Estofos, convés e o cheiro a fechado
Os estofos de barco são normalmente vinil, feitos para aguentar sol e água salgada, e mesmo assim ganham manchas escuras de mofo nas costuras, que é onde a humidade fica. Limpam-se com produto adequado e protegem-se contra ultravioleta, senão o vinil endurece e racha.
O interior de uma embarcação fechada durante semanas ganha um cheiro que não sai a arejar. Aí aplicamos o mesmo processo que usamos nos carros, com extração e tratamento de odores, e está explicado na página dos estofos.
Motas de água
Uma mota de água junta o pior dos dois mundos: gelcoat exposto ao sol o dia inteiro e sal em contacto permanente. Oxidam depressa, sobretudo nas zonas planas viradas para cima, e o assento é o primeiro a dar sinais. O tratamento é o mesmo do casco de um barco, à escala dela, e uma proteção aplicada no início da época faz diferença até ao fim do verão.
Quando marcar
As duas melhores alturas são antes de a época começar, para o barco entrar na água já protegido, e no fim, antes de ficar parado meses. Um barco arrumado sujo e com sal apanha o inverno inteiro a degradar-se sem ninguém ver.
Ligue 919 060 257 ou peça orçamento pelo formulário. Diga o tipo e o tamanho da embarcação e onde está, e combinamos a partir daí. Fotos do casco ao sol ajudam a perceber o estado do gelcoat.
Perguntas frequentes
O gelcoat do meu barco está branco e baço. Tem recuperação?
Na grande maioria dos casos sim. A oxidação é uma camada morta à superfície e por baixo dela a cor original costuma estar intacta. Só não há volta quando o gelcoat já está gasto até à fibra.
Quanto tempo demora um barco?
Depende muito do tamanho e do estado do gelcoat. Uma manutenção com lavagem e proteção é rápida; uma recuperação de gelcoat oxidado é trabalho de vários dias em embarcações maiores. Dizemos-lhe depois de ver fotos.
Tratam de motas de água?
Tratamos. O processo é o mesmo do casco de um barco, mais os estofos do assento, que são o primeiro a sofrer com sol e sal.
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