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Tratamento da pintura

Se olha para a pintura do carro e sente que já não está como era, mas não sabe o que pedir, comece por esta página. Explicamos as três etapas e ajudamos a perceber onde o seu carro se encaixa.

Há uma pergunta que ouvimos quase todas as semanas e que raramente vem formulada assim: "o meu carro precisa de polimento ou de cerâmica?" A resposta honesta é que provavelmente precisa das duas coisas, ou de nenhuma, e que só olhando para a pintura se sabe. Esta página serve para lhe dar as ferramentas para perceber isso sozinho, antes sequer de nos ligar.

Um teste que pode fazer agora

Vá ao carro (de preferência com sol) e faça três coisas:

  1. Passe a mão pelo capô, depois de lavado. Se sentir grão, como lixa fina, há contaminação agarrada ao verniz. Isso resolve-se com descontaminação.
  2. Olhe para o reflexo do sol na pintura. Se vir teias de riscos circulares à volta do brilho, tem swirls. Isso resolve-se com polimento.
  3. Deite água por cima. Se ela espalhar em lençol em vez de fazer gotas redondas, não há proteção nenhuma no verniz. Isso resolve-se com cerâmica ou selante.

As respostas a estas três perguntas dizem-lhe exatamente do que o carro precisa. E note que são independentes: pode ter as três coisas, ou só uma.

Etapa 1: limpar o que está agarrado

A descontaminação remove do verniz aquilo que a lavagem não tira: partículas metálicas dos travões, alcatrão, resina, poeira industrial. É rápido, é dos serviços mais baratos, e é obrigatório antes de qualquer polimento ou proteção. Polir por cima de contaminação é arrastar grão abrasivo com a máquina; proteger por cima de contaminação é selá-la lá dentro para anos.

Etapa 2: corrigir o verniz

O polimento nivela o verniz para eliminar riscos finos, swirls e oxidação. É a etapa que transforma visualmente o carro, e a única que é verdadeiramente opcional: uma pintura sã não precisa dela.

É também a etapa que exige mais critério. O verniz é fino e não é infinito — cada polimento remove uma camada microscópica. Feito com medição e técnica, um carro aguenta várias correções ao longo da vida. Feito à bruta e repetidamente, chega-se ao osso.

Etapa 3: proteger o resultado

A proteção cerâmica (ou um bom selante, para orçamentos mais contidos) cria uma barreira sobre o verniz. Faz três coisas: preserva o trabalho de correção, torna as lavagens seguintes muito mais fáceis, e defende a pintura do sol e da sujidade agressiva.

Sem esta etapa, o resultado do polimento começa a degradar-se no dia seguinte, pelas mesmas causas que o degradaram da primeira vez.

Três carros, três respostas diferentes

Carro com dois anos, sempre lavado no rollover. Pintura sã por baixo, mas cheia de swirls. Descontaminação, polimento de um estágio e proteção. Fica praticamente como novo.

Carro com dez anos que dorme na rua. Verniz oxidado, tejadilho e capô baços, contaminação de anos. Precisa de avaliação antes de prometer resultados: se o verniz aguentar, uma correção mais profunda transforma o carro; se estiver no limite, dizemos-lhe e propomos algo mais conservador.

Carro acabado de comprar, em bom estado. Descontaminação, polimento leve se necessário, e proteção. Aqui o objetivo não é recuperar: é preservar o que já existe, que é sempre mais barato do que recuperar mais tarde.

Não tem de decidir nada sozinho. Mande-nos duas ou três fotos da pintura ao sol pelo formulário e dizemos-lhe o que vemos e o que faria sentido. É gratuito e não fica a dever nada.

Uma nota sobre expectativas

Um bom trabalho de pintura devolve o brilho e elimina a esmagadora maioria dos defeitos visíveis. O que não faz é milagres: riscos que passaram o verniz e chegaram à cor precisam de retoque ou pintura, não de polimento. Preferimos dizer-lho na avaliação a deixá-lo com expectativas que não vamos cumprir.

Porque é que a ordem não é negociável

Já nos aconteceu clientes pedirem para saltar a descontaminação, para poupar. É uma poupança que sai cara e vale a pena perceber porquê, com uma imagem simples: imagine lixar uma mesa que tem grãos de areia colados. A lixa vai arrastar esses grãos e produzir riscos novos, mais profundos do que os que estava a tentar remover. É exatamente isso que acontece quando se poli uma pintura contaminada — só que à velocidade de uma máquina rotativa.

Com a proteção passa-se o inverso: aplicar cerâmica sobre defeitos é fixá-los durante os anos que o coating durar. Para os corrigir depois, é preciso remover o coating primeiro. Paga-se duas vezes.

E se o orçamento não der para tudo?

É uma conversa frequente e legítima. Nesse caso, a prioridade que recomendamos é: descontaminação primeiro (é barata e é a base de tudo), depois proteção simples, e o polimento fica para quando houver margem. Ter uma pintura contaminada e riscada, mas protegida, é melhor do que ter uma pintura polida a degradar-se sem defesa nenhuma. Fazer meio trabalho pela ordem certa vale mais do que fazer o trabalho todo pela ordem errada.

Perguntas frequentes

Posso fazer só a proteção cerâmica?

Pode, se a pintura estiver em bom estado. Se tiver riscos ou baço, a cerâmica vai selar esses defeitos durante anos — e aí vale mais a pena corrigir primeiro ou optar por uma proteção mais simples.

Quanto tempo demora um tratamento completo?

De um a três dias, conforme o nível de correção. Sendo serviço ao domicílio, combinamos consigo a logística: há trabalhos que se fazem numa manhã e outros que exigem o carro parado mais tempo.

O polimento estraga a pintura?

Remove uma camada muito fina de verniz, e é por isso que se faz com critério e não de qualquer maneira. Avaliamos o estado do verniz antes e dizemos-lhe se há margem para o trabalho pretendido.

Qual é a diferença entre cera, selante e cerâmica?

Duração e resistência, sobretudo. A cera dá brilho e dura semanas; o selante dura meses; a cerâmica liga-se quimicamente ao verniz e dura anos. Escrevemos um artigo a comparar as três no blog.

Faz sentido tratar a pintura de um carro antigo e barato?

Depende do que quer dele. Se é para durar mais uns anos consigo, uma descontaminação e uma proteção simples fazem diferença por pouco dinheiro. Correção completa em carros de valor baixo raramente compensa, e dizemo-lo com franqueza.

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