Toda a gente lava o carro. Poucas pessoas o limpam de verdade. A diferença está no tempo que se dedica a cada zona e na técnica usada para não deixar marcas no processo — e é essa diferença que se sente quando abre a porta uma semana depois e o carro ainda cheira e parece limpo.
Duas horas na mesma máquina, ou quinze minutos num rollover
Um rollover de posto passa escovas pelo carro durante quatro minutos. Nós ficamos com o carro entre duas e quatro horas. Não é para inflacionar a fatura: é o tempo que leva fazer as coisas por ordem, sem molhar o que já está seco nem espalhar sujidade de uma zona para outra.
Por fora, a sequência conta
Começamos pelas jantes e caixas de roda, que são a zona mais suja do carro — deixá-las para o fim seria salpicar tudo o que já foi lavado. Depois vem a pré-lavagem com espuma, que amolece a sujidade e a arrasta antes de qualquer pano tocar na pintura. Só aí entra a lavagem manual com luva de microfibra, de cima para baixo, com dois baldes: um para lavar, outro para enxaguar a luva. É este pormenor que impede que a areia recolhida numa passagem volte a riscar a pintura na passagem seguinte.
A secagem é a última oportunidade de estragar o trabalho. Toalhas de microfibra de qualidade, sem esfregar, e atenção às frestas de onde escorre água depois de o carro andar.
Por dentro, é onde se nota mais
O interior é a parte que os donos mais notam e que as lavagens rápidas mais ignoram. Aspiração a fundo, incluindo calhas dos bancos e recantos onde as migalhas se acumulam. Painéis e plásticos limpos com produto próprio, sem aquele acabamento gorduroso que brilha ao sol e reflete no para-brisas. Estofos tratados conforme o material. Vidros por dentro, que é onde se forma o véu que embacia à noite. Grelhas de ventilação com pincel.
O que o Seixal faz aos carros
Trabalhar sempre na mesma zona ensina padrões. Os carros que nos chegam de Corroios e do Miratejo, com o trânsito diário para Lisboa e para a A2, trazem uma película fina e cinzenta de fuligem que se agarra sobretudo à traseira e às zonas baixas. Os de Fernão Ferro, com muito pinhal à volta, chegam com resina e pólen colados ao verniz e agulhas de pinheiro entaladas nos frisos e na base do para-brisas. E na frente ribeirinha do Seixal e da Arrentela há humidade e alguma salinidade do estuário — menos agressiva do que a praia aberta, mas presente todo o ano.
Nenhuma destas coisas se resolve com mais pressão de água. Resolvem-se com o produto certo, tempo de atuação e paciência.
Quando é que uma limpeza completa chega, e quando não chega
Chega perfeitamente se o carro é usado normalmente e só está sujo. É o serviço de manutenção por excelência e o que mais recomendamos com regularidade.
Não chega quando o problema já não é sujidade: pintura baça e riscada precisa de polimento; verniz áspero ao tato precisa de descontaminação; manchas antigas em estofos e odores entranhados precisam de tratamento mais profundo. Dizemos-lhe qual é o caso do seu carro sem lhe empurrar serviços que não vai notar.
Quanto custa
Depende do tamanho do carro e, sobretudo, do estado em que está. Um citadino de uma pessoa e um monovolume que leva crianças e cão à praia não dão o mesmo trabalho, e não seria justo cobrarem o mesmo. Ligue para o 919 060 257 ou use o formulário com a marca, o modelo e uma ideia do estado, e damos-lhe um valor concreto.
Perguntas que fazemos antes de ir
Quando marca connosco, há três coisas que perguntamos e que poupam tempo aos dois. A primeira é onde vai estar o carro, porque uma garagem de prédio, um quintal e um lugar na rua exigem preparações diferentes. A segunda é se há crianças, animais ou fumadores a usar o carro, porque isso muda o tempo do interior e os produtos que levamos. A terceira é se há alguma zona que o incomoda em particular — uma mancha, um cheiro, uma zona que nunca fica bem. Muitas vezes é isso que o cliente realmente quer resolvido, e sem perguntar não saberíamos.
O que não fazemos, e porquê
Não usamos máquinas de alta pressão junto a zonas com verniz descascado ou vedantes velhos, porque a pressão levanta o que já está frágil e o problema aparece dias depois. Não aplicamos produtos brilhantes em pedais e volante, por razões de segurança óbvias. E não encharcamos estofos para "tirar tudo": um banco encharcado seca mal, cheira pior do que antes e pode manchar na secagem. Preferimos dizer que uma mancha precisa de extração profunda a fingir que a resolvemos com um spray.
Manter entre visitas
Uma limpeza completa dura mais quando é bem mantida. Não é preciso muito: evitar rollovers de escovas, secar o carro depois da chuva com pó em suspensão (aquela chuva que deixa marcas de lama fina), e não deixar dejetos de aves ao sol durante dias. Se quiser, na entrega mostramos-lhe uma rotina de quinze minutos que faz o carro chegar muito melhor à limpeza seguinte.
Perguntas frequentes
Precisam de água e eletricidade no local?
Trazemos o que é preciso para trabalhar em autonomia. Se houver acesso a água ou tomada no local, ótimo, mas não é condição para marcarmos.
Podem fazer o serviço na garagem do prédio?
Sim, desde que haja espaço para abrir as portas e circular à volta do carro. É aliás onde trabalhamos com mais frequência, sobretudo em Amora e Cruz de Pau.
Quanto tempo demora?
Entre duas e quatro horas, conforme o tamanho do carro e o estado do interior. Dizemos-lhe a estimativa quando confirmar a marcação, para poder organizar o seu dia.
E se estiver a chover?
Em espaço coberto trabalhamos na mesma. Ao ar livre, remarcamos sem qualquer custo — não vale a pena fazer o trabalho em condições que comprometem o resultado.
Com que frequência devo fazer isto?
Para uso diário, uma limpeza completa a cada dois ou três meses mantém o carro em bom estado, com lavagens mais simples pelo meio. Escrevemos sobre isso em detalhe no blog.
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