Há uma diferença grande entre aspirar um carro e limpar um interior. Aspirar tira o que está solto. A sujidade que incomoda de verdade não está solta: está dentro do tecido, misturada com humidade, gordura e tempo. E é essa que faz o carro cheirar mal com os vidros fechados.
O que é a extração, e porque é que muda tudo
A extração injeta solução de limpeza no tecido e volta a sugá-la de imediato, trazendo com ela o que estava lá dentro. É a mesma lógica de lavar uma esponja em vez de a limpar por fora. O resultado sai visível no depósito da máquina, e é normalmente a parte que mais choca quem assiste.
Isto é diferente de borrifar espuma e esfregar. A espuma limpa a superfície e empurra o resto para baixo, onde volta a aparecer umas semanas depois na forma da mesma mancha, com um halo à volta. Um interior feito com extração fica limpo em profundidade e seca sem deixar cerco.
Carpetes, estofos e o forro do teto
As carpetes são o pior sítio do carro e o mais ignorado. Recebem tudo o que entra na sola dos sapatos, e no inverno recebem também a água que vem com eles. Areia, lama e humidade misturam-se ali durante meses.
Os estofos tratam-se conforme o material. Tecido aceita extração sem problema. Pele não leva água a jeito nenhum: limpa-se com produto próprio e hidrata-se a seguir, porque pele mal tratada racha nos vincos dos bancos. Alcantara e camurça são as mais delicadas e as que mais gente estraga em casa com produtos errados.
O forro do teto é o trabalho mais melindroso de todos e por isso quase ninguém lhe toca. O tecido está colado a uma placa e o excesso de humidade descola-o, o que se vê logo por aquela barriga que fica pendurada e já não tem volta a não ser trocar a peça. Faz-se com muito pouca água e muita paciência. É onde mais se nota em carros de fumadores, porque o fumo sobe e fica ali.
Cheiros: tratar a origem, não tapar
Ambientador não resolve nada, sobrepõe. Um cheiro persistente tem sempre uma origem física, e enquanto ela lá estiver o cheiro volta em dois dias.
As origens mais comuns que encontramos: leite ou comida derramados que escorreram para debaixo do banco, animais, tabaco entranhado no forro do teto, e humidade. Esta última é a mais frequente por aqui. A zona ribeirinha do Seixal tem noites húmidas o ano inteiro, e um carro que apanhou água por uma borracha gasta ou por um tapete que ficou molhado ganha aquele cheiro a mofo que não sai com nada. Escrevemos sobre isso aqui no blogue.
O trabalho é sempre o mesmo: encontrar a origem, retirá-la com extração, secar como deve ser e só depois neutralizar o que ficou no ar. Por esta ordem.
Quando é que vale a pena
Vale a pena se tem crianças, se anda com animais no carro, se come lá dentro, ou se o carro já teve outros donos e nunca foi limpo a sério. Vale sobretudo se está a preparar o carro para venda, porque o interior é a primeira coisa que um comprador avalia e nenhuma foto de exterior compensa um banco manchado.
Se o que precisa é de uma limpeza normal e regular, então o que faz sentido é a lavagem e limpeza completa, que já inclui aspiração a fundo e tratamento de plásticos e vidros. Esta página é para quando isso não chega.
E se o problema já não for sujidade, mas sim material rasgado, queimado, com costuras abertas ou o forro do teto a cair, aí é caso de estofagem e reparação de estofos, que é outro serviço.
Ao domicílio, com uma condição
Fazemos na sua garagem ou à porta de casa como todos os outros serviços. A única coisa a ter em conta é a secagem: um interior tratado a fundo precisa de horas com as portas abertas ou com ventilação, e num dia de chuva sem abrigo isso não se consegue. Se tiver garagem, é o cenário ideal. Se não tiver, escolhemos um dia seco.
Ligue 919 060 257 ou peça orçamento aqui em baixo. Fotos das manchas ajudam a dar valor sem ter de ir ver primeiro.
Perguntas frequentes
Quanto tempo demora e quando posso usar o carro?
O trabalho leva normalmente algumas horas. A seguir, o carro precisa de secar com ventilação antes de voltar ao uso normal, tipicamente algumas horas mais. Em dias frios ou húmidos convém contar com mais tempo.
As manchas antigas saem todas?
A maioria sai. As que resistem são as que tingiram a fibra, como tinta, lixívia ou certos refrigerantes de cor. Nesses casos dizemos-lhe antes de começar o que é realista esperar.
Fazem bancos de pele?
Fazemos, com produto próprio e hidratação no fim. Pele não leva extração, leva outro processo.
Conseguem tirar cheiro a tabaco?
Na maioria dos casos sim, mas é dos trabalhos mais exigentes, porque o fumo fica no forro do teto e nas espumas dos bancos. Exige tratar o teto, e nem sempre se elimina a cem por cento num carro de muitos anos de fumo diário.
E cheiro a animal?
Sai com extração das carpetes e dos estofos, mais tratamento de odores. O importante é chegar debaixo dos bancos, que é onde o pelo e a humidade se acumulam.
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