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Comprar carro usado: o que ver na pintura

A pintura conta a história do carro a quem souber ler. Meia dúzia de verificações antes de assinar podem poupar-lhe muito dinheiro.

Quem compra um usado costuma concentrar-se na mecânica e nos quilómetros. Faz sentido — mas a pintura é o registo mais visível do que aconteceu ao carro, e é onde se detetam batidas que ninguém mencionou. Estas são as verificações que qualquer pessoa consegue fazer.

1. Veja o carro à luz do dia, e de lado

Nunca avalie pintura num stand com iluminação artificial, nem à chuva, nem ao anoitecer. Peça para ver o carro à luz natural e olhe para os painéis de lado, em ângulo, com a luz a refletir. É assim que aparecem os defeitos que de frente não se veem.

2. Diferenças de tom entre painéis

Compare a porta com o guarda-lamas, o capô com o para-choques. Diferenças subtis de tom ou de brilho — sobretudo em metalizados — indicam repintura. Não é necessariamente mau (um carro pode ter sido bem reparado), mas é informação que deve estar em cima da mesa e que muda o valor.

3. Textura de "casca de laranja"

Pinturas de fábrica têm uma textura ligeira e uniforme. Repinturas de oficina costumam ter uma textura mais marcada, tipo casca de laranja, ou pelo contrário demasiado lisa e brilhante em comparação com o resto do carro. Comparar painéis lado a lado torna isto visível.

4. Excesso de tinta nas juntas e nas borrachas

Olhe para as bordas das portas, para as juntas entre painéis e para os vedantes. Restos de tinta, sobreposições ou borrachas com salpicos são sinal claro de trabalho de pintura posterior — a fábrica não deixa isso.

5. Parafusos e alinhamentos

Abra o capô e olhe para os parafusos das dobradiças e dos guarda-lamas: marcas de chave indicam desmontagem. Verifique também se as folgas entre painéis são regulares dos dois lados do carro — folgas desiguais sugerem reparação estrutural.

6. Passe a mão pela pintura

Áspera significa contaminação — não é grave e resolve-se com descontaminação, mas diz-lhe que o carro não teve manutenção estética.

7. Distinga o que é barato do que é caro

Isto é o mais útil para negociar:

Um carro com defeitos da primeira categoria é uma boa oportunidade: parece pior do que está e isso pode baixar o preço, sabendo você que a recuperação é acessível. Um carro com defeitos da segunda é outra conversa.

Comprou e quer começar do zero? Uma limpeza completa com descontaminação é a melhor primeira coisa a fazer a um usado — sobretudo por dentro, que é onde vai passar o tempo. Fazemos ao domicílio.

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