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Forro do teto do carro a cair: porque acontece e o que se faz

Primeiro é uma bolsa pequena por cima da cabeça de quem vai atrás. Seis meses depois é um lençol. E colar não resolve, por uma razão que quase ninguém conhece.

Se tem um carro com mais de dez anos, há uma probabilidade grande de já ter reparado nisto, ou de vir a reparar em breve. O tecido do tejadilho começa a formar uma bolsa, normalmente por cima dos bancos de trás ou junto ao vidro traseiro. Depois a bolsa cresce. E a certa altura o tecido está a tocar na cabeça dos passageiros.

O que se passa lá em cima

O forro do teto não é só tecido. São três coisas coladas umas às outras: uma placa rígida de suporte, uma camada fina de espuma, e o tecido que se vê.

Essa espuma é o problema. Com anos de calor acumulado, e num carro estacionado ao sol o tejadilho é a zona mais quente de todas, a espuma degrada-se quimicamente e desfaz-se. Deixa de ser espuma e passa a ser pó.

Quando isso acontece, o tecido perde aquilo a que estava colado. Não descolou da placa, descolou de uma camada que já não existe.

Por isso é que colar não resolve

É a primeira coisa que toda a gente tenta, e percebe-se porquê. Compra-se uma cola em spray, levanta-se o tecido, aplica-se e pressiona-se.

Aguenta umas semanas, às vezes uns meses. Depois volta, e muitas vezes pior, porque a cola agarrou ao pó da espuma e não à placa. Está a colar tecido a pó.

Há ainda um efeito colateral: a cola atravessa o tecido e deixa manchas rígidas que ficam à vista quando o trabalho for finalmente feito como deve ser. Quem tentou colar antes costuma acabar a pagar um bocadinho mais.

Os percevejos e os alfinetes

A segunda tentativa mais comum. Funciona no sentido em que o tecido deixa de cair, e é aceitável como solução de emergência para umas semanas.

O que não é, é solução. Fura o tecido, o que limita reparações futuras. E dá ao interior um ar de abandono que, num carro que se vá vender, custa dinheiro real na negociação.

O que se faz a sério

Retira-se a placa do carro. Remove-se o tecido velho e raspa-se toda a espuma degradada até a placa ficar limpa. Aplica-se material novo, com a espuma nova incluída, e volta-se a montar.

Feito assim, fica como saiu de fábrica e o assunto acabou. Não é um remendo com prazo de validade, é substituição do que apodreceu.

Quanto mais cedo, melhor

Enquanto o tecido está apenas a formar bolsas, a placa por baixo costuma estar intacta e é só o forro que se troca. Quando o tecido anda meses a roçar, a esfregar contra as luzes de teto e a ser puxado, a placa acaba por sofrer, e aí o trabalho é maior.

Há também um pormenor prático: um forro pendurado tapa o retrovisor interior e tira visibilidade traseira. É chato mais do que perigoso, mas é chato todos os dias.

Fazemos estofagem e reparação de estofos no Seixal e na Margem Sul, incluindo forro do teto. Mande-nos uma foto do tejadilho a mostrar até onde está solto, para o 919 060 257, e dizemos-lhe o que é preciso.

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