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Pó industrial e poeiras: o que fazem à pintura

Há concelhos onde os carros apanham mais do que pó da estrada. Se estaciona perto de zona industrial ou de obras, isto interessa-lhe.

Nem toda a poeira é igual. A que vem do vento e da estrada é maioritariamente inerte e sai com uma lavagem. A que vem de atividade industrial e de obras é outra coisa: contém partículas metálicas e minerais que se cravam no verniz e reagem com ele.

Como se distingue

Faça o teste da mão: com o carro acabado de lavar e seco, passe as pontas dos dedos pela pintura. Se sentir grão apesar de o carro estar limpo, tem contaminação incrustada. Em carros claros, esse tipo de contaminação costuma manifestar-se também como pontinhos escuros ou alaranjados que resistem à lavagem.

Outra pista: se o carro fica com aspeto sujo poucos dias depois de lavado, muitas vezes não é sujidade nova — é a superfície contaminada a agarrar o pó com mais facilidade.

Os três tipos mais comuns por aqui

Partículas metálicas. Vêm de travagens, de linhas férreas e de atividade industrial de metalomecânica. Cravam-se quentes e oxidam dentro do verniz. É o contaminante que a descontaminação química dissolve, com o efeito visível de "sangrar" roxo.

Poeira de cimento e obras. Das piores. É alcalina, agarra com facilidade e, se apanhar humidade e secar, cimenta-se literalmente à superfície. Quem tem obras no prédio ou na rua devia lavar o carro com mais frequência nesse período, ou tapá-lo.

Poeiras minerais e areia. Menos reativas, mas abrasivas — o problema aqui não é químico, é o que acontece quando alguém passa um pano por cima delas.

Porque é que a zona do Seixal tem esta particularidade

O concelho tem um passado e um presente industriais significativos, com a zona de Paio Pires à cabeça. Carros que estacionam habitualmente nessas zonas, ou que passam por elas todos os dias, acumulam mais contaminação deste tipo do que a média. Não é motivo para alarme — é motivo para incluir a descontaminação na rotina anual em vez de a considerar um luxo.

O que fazer

  1. Lavagem frequente, para reduzir o tempo de contacto entre as partículas e o verniz.
  2. Descontaminação uma a duas vezes por ano, para remover o que já se cravou.
  3. Uma proteção por cima — cera, selante ou cerâmica —, que cria uma barreira e faz com que a contaminação seguinte se deposite sobre ela em vez de no verniz.
  4. Nunca limpar a seco, sob nenhuma circunstância, quando há poeira mineral em cima do carro.
Um sinal fácil de reconhecer: se o carro está estacionado perto de obras e reparar num filme cinzento que não sai só com água, não esfregue. Molhe abundantemente, deixe atuar, e lave com muita lubrificação — ou peça-nos que tratamos disso sem riscos.

Descontaminação ao domicílio no Seixal: 919 060 257.

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