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Orçamento de bate-chapa: porque é que só se fecha depois de ver o carro

Duas amolgadelas que parecem iguais numa fotografia podem dar trabalhos completamente diferentes. Explicamos o que se vê ao vivo e a câmara não apanha.

Quem pede orçamento de bate-chapa quer um número, e com razão. Manda as mesmas fotos a três oficinas e recebe três respostas que não batem certo umas com as outras, ou recebe um "depende" que não adianta nada. Há um motivo concreto para um orçamento sério de chapa e pintura só se fechar com o carro à frente, e tem a ver com o que uma fotografia consegue mostrar.

O que as fotografias não mostram

Uma foto achata tudo. Uma amolgadela com dois centímetros de profundidade e outra com meio centímetro ficam parecidas no ecrã do telemóvel, sobretudo com a luz a vir de frente. Entre as duas está a diferença entre desamolgar a chapa e ter de a encher e lixar antes de pintar.

Também não se vê se a tinta estalou à volta da pancada. Às vezes fica uma teia de fissuras finíssimas no verniz que só aparece com a luz a bater de lado, ou quando se passa o dedo. É isso que decide se a peça pode manter a pintura original ou se tem de levar tinta nova.

E não se vê o que está por trás. Um para-choques pode parecer só riscado e ter os suportes de fixação partidos por dentro. Uma porta amolgada pode ter o reforço interior torcido. Estas coisas descobrem-se a olhar para o carro, e algumas só depois de desmontar.

O que avaliamos quando vemos o carro

Reparar ou substituir a peça

É muitas vezes aqui que dois orçamentos mais se afastam, e só se decide ao vivo. Uma peça com uma amolgadela limpa repara-se. Uma peça com o metal rasgado, com vários vincos ou com a estrutura interior deformada pode sair mais em conta substituída, sobretudo nos para-choques, onde há peça nova para quase todos os modelos.

Quando há as duas hipóteses em cima da mesa, explicamos-lhe ambas e dizemos qual nos parece fazer mais sentido no seu carro.

Porque é que um preço dado só por fotografia engana

Quem fecha um valor só a ver uma fotografia tem duas saídas. Ou dá um número alto para se proteger do que não viu, ou dá um número baixo para ganhar o trabalho e depois o valor sobe quando o carro já está desmontado e o cliente sem alternativa. Nenhuma das duas serve a quem paga.

Fazemos ao contrário. As fotos servem para uma primeira opinião: se o caso é de chapa, de pintura, ou se afinal chega um polimento. O valor fecha-se quando vemos o carro, e é esse que fica. Se ao desmontar aparecer alguma coisa que não se via por fora, falamos consigo antes de avançar.

Como tornar a primeira opinião mais certeira

Fotos de dia, à sombra ou com o céu encoberto. O sol direto esconde amolgadelas e cria reflexos que parecem riscos. A foto que mais ajuda é a que quase ninguém tira: de lado, com o telemóvel encostado à carroçaria e apontado ao longo da peça. É esse ângulo que mostra a profundidade.

Diga-nos a marca, o modelo e o ano, e conte como aconteceu. Um toque lateral num parque de estacionamento e uma pancada de frente a 30 km/h deixam marcas parecidas por fora e danos muito diferentes por dentro.

Mande as fotos pelo formulário aqui em baixo ou para o 919 060 257. Depois combinamos ver o carro e, se avançar, vamos buscá-lo onde estiver no concelho do Seixal. O processo completo está na página de bate-chapa e pintura.

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Diga-nos o que precisa e em que zona está. Vamos ter consigo, sem compromisso.